Vale a pena incluir Matera no roteiro da Puglia?




Matera não pertence à Puglia. Ainda assim, aparece em quase todos os roteiros bem desenhados pelo sul da Itália.
Isso costuma gerar a dúvida inevitável: vale a pena incluir Matera no roteiro da Puglia ou ela é apenas um desvio bonito?
A resposta curta é: depende do tipo de viagem que você busca.
A resposta honesta — e completa — é o que você vai encontrar aqui.
Onde fica Matera e por que ela entra nos roteiros da Puglia
Matera está localizada na Basilicata, região vizinha à Puglia, a cerca de 1h a 1h30 de carro de cidades como Bari, Alberobello e Taranto.
Na prática, Matera está:
- Geograficamente próxima
- Logisticamente acessível
- Culturalmente conectada ao sul da Itália
👉 Por isso, ela deixou de ser “fora de rota” e passou a ser parte natural da experiência.
O que torna Matera diferente de qualquer outra cidade italiana



Matera não se parece com Roma, Florença ou Veneza.
Ela não se parece nem com a própria Puglia.
Seus famosos Sassi di Matera são casas, igrejas e ruas escavadas diretamente na rocha, habitadas há mais de 9 mil anos — um dos assentamentos humanos contínuos mais antigos do mundo.
Por isso ela é:
- Patrimônio Mundial da UNESCO
- Uma das cidades mais fotografadas do sul da Itália
- Cenário de filmes históricos e bíblicos
Mas o que realmente impressiona não é a foto — é a sensação de atravessar o tempo caminhando.
Matera é bonita… mas isso basta para incluí-la no roteiro?
Essa é a pergunta certa.
Matera não entra no roteiro apenas por ser bonita.
Ela entra porque entrega algo que nenhuma outra cidade da Puglia entrega:
- Impacto emocional
- Silêncio contemplativo
- Contraste radical com o litoral
- Uma experiência que desacelera o viajante
👉 Em roteiros bem planejados, Matera funciona como ponto de virada da viagem.
Quando Matera realmente vale a pena incluir
Matera vale muito a pena se você:
- Já conhece a Itália clássica
- Busca algo fora do óbvio
- Valoriza história viva, não apenas monumentos
- Quer uma experiência que vá além do “bonito”
Em especial, ela funciona perfeitamente em:
- Viagem em grupo, com logística organizada
- Roteiros de 12 dias ou mais
- Viagens com ritmo equilibrado (50+/60+)
Quando Matera talvez não seja a melhor escolha
Sim — há casos em que Matera pode não fazer sentido.
Ela pode não ser ideal se:
- O roteiro é muito curto (7–8 dias)
- A proposta é apenas praia e relaxamento
- O viajante não gosta de caminhadas em terreno irregular
- A visita seria feita como bate-volta apressado
👉 Matera não funciona bem com pressa.
Matera em viagem em grupo: por que funciona melhor do que por conta própria



Em viagem individual, Matera pode gerar:
- Dúvidas de acesso
- Dificuldade de orientação
- Escolhas erradas de horário
Em viagem em grupo bem conduzida, acontece o oposto:
- O guia explica o contexto histórico
- Os acessos são planejados
- O ritmo é ajustado
- O cansaço é reduzido
👉 O resultado é profundidade sem desgaste.
Bate-volta ou dormir em Matera: isso muda tudo
Este é um ponto crucial.
🚫 Bate-volta
- Visual impactante, mas superficial
- Pouco tempo nos Sassi
- Cansaço maior
- Menos compreensão do lugar
🌙 Pernoite
- Matera iluminada à noite (experiência única)
- Silêncio após os turistas irem embora
- Visita mais profunda no dia seguinte
- Conexão emocional real
👉 Por isso, roteiros de qualidade preveem pelo menos uma noite — e, idealmente, duas.
Matera e Puglia: contraste que enriquece a viagem
Enquanto a Puglia oferece:
- Mar
- Luz
- Vida nas ruas
- Gastronomia solar
Matera entrega:
- Pedra
- Silêncio
- História densa
- Contemplação
Essa alternância equilibra o roteiro e evita a sensação de repetição.
Então, afinal: vale a pena incluir Matera no roteiro da Puglia?
Sim, vale muito a pena — desde que:
- O roteiro tenha tempo suficiente
- A visita seja feita com calma
- A logística seja bem planejada
Matera não é um “extra”.
Ela é o capítulo mais profundo da viagem.
E, para muitos viajantes, acaba sendo o lugar mais inesquecível de todo o roteiro.
Conclusão
Matera não compete com a Puglia.
Ela completa a Puglia.
Enquanto o litoral encanta os olhos,
Matera toca algo mais fundo — e permanece.
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